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Economia FINANÇAS

Especialista explica quando optar pelas cotas únicas ou parcelamento

Doutor em Economia e professor da Faculdade Nova Roma, Antonio Carvalho orienta famílias na organização financeira, especialmente com as despesas de início de ano

10/01/2022 às 11h49 Atualizada em 10/01/2022 às 14h02
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Além da dor de cabeça, os gastos comuns ao início do ano geram também dúvidas sobre o caminho ideal de como pagar despesas, como IPTU e IPVA, que chegam logo em janeiro. Somado a estes, as outras despesas fixas das famílias e, em caso de crianças em idade escolar, os itens para o estudo (matrícula, materiais, livros, fardamento...) comprometem ainda mais o orçamento, já impactado pela inflação superior a 10%.

Pensar em como organizar para estar em dia com os tributos passa pela decisão de pagar em cota única, aproveitando o desconto e zerando essa pendência nos meses seguintes, ou manter os parcelamentos e incluir esse gasto nas despesas mensais. “A escolha depende muito da condição da pessoa, que tem que estudar e organizar suas despesas e receitas e visualizar como serão os próximos meses”, explica o Doutor em Economia, Especialista em Finanças e professor da Faculdade Nova Roma, Antonio Carvalho.

De acordo com o professor, sempre é vantajoso quitar tais despesas em uma só parcela. Falando especificamente de IPTU e IPVA, que chegam a ter descontos entre 5% e 10% no pagamento integral, sempre é positivo. “Toda forma de economia é bem-vinda e aproveitar os descontos é fundamental, pois, gasta-se menos e sobra dinheiro para atender a outras necessidades ou poupar”, fala. No entanto, o especialista alerta que esse movimento só vale a pena se a família não comprometer, com isso, outros gastos nos meses seguintes.

“Muitas vezes a pessoa utiliza o dinheiro nessas cotas únicas e acabam por não honrar com outros compromissos financeiros, então acaba pagando multas e juros por atraso, os quais são, muitas vezes são superiores ao desconto obtido”, alerta. Para essas famílias com a renda mais enxuta, o ideal é optar pelo parcelamento e abrir mão do desconto. “Parcelando, o valor fica mais suave durante os meses seguintes e torna possível honrar todos os compromissos mensais, evitando juros e mais prejuízos”, reflete.

Gastos com educação – Para as famílias com filhos as despesas incluem ainda a compra de material escolar e matrícula em colégios particulares. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), havia uma estimativa, no início deste ano, de aumento de 8% a 10% nos produtos escolares nacionais e até 20% nos importados. Os números podem assustar, mas é possível se preparar para eles.

“As estratégias para economizar são comprar aqueles materiais já conhecidos de forma atemporal, ou seja, antes do início das aulas. No período imediatamente anterior ao início, esses itens sofrem aumentos alarmantes de preços. Se não comprou ou para aqueles itens que somente tomar conhecimento após receber a lista, pesquise muito. Historicamente as diferenças de preços do mesmo item entre diferentes estabelecimentos chegam a até 100%. No caso dos livros, tente comprar, se possível, direto da editora, pois as livrarias adicionam seus custos e margens de lucro, logo, ficam bem mais caros. Para a matrícula no colégio, tente negociar, se possível antecipar e ganhar desconto”, detalha o professor Antonio Carvalho.

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